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Finep Mais Inovação Brasil: R$ 300 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de inovação.

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

A Financiadora de Estudos e Projetos - Finep lançou, no dia 11.02.2026, a Seleção Pública denominada “Finep Mais Inovação Brasil – Rodada 2 – Subvenção Econômica Regional”, voltada à concessão de recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT para empresas brasileiras com faturamento de até R$ 90.000.000,00 (noventa milhões de reais), base 2025, destinados aos projetos de inovação executados nas regiões nordeste, norte e centro-oeste. O orçamento total divulgado é de R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais), sendo 50% (cinquenta por cento) destinado ao nordeste.


Apesar de ser um recurso não reembolsável, a Finep, que não financia 100% (cem por cento) do projeto, exige do interessado uma contrapartida financeira mínima, de 5%, 10% ou 20%, de acordo com o porte do interessado, calculada sobre o valor total da proposta, sendo levado em consideração sua receita operacional bruta – do interessado - ou a do grupo econômico do qual faça parte.


No que diz respeito ao grau de maturidade tecnológica (“TRL”), o edital da Seleção Pública mira projetos entre TRL 3 e TRL 9, abrangendo desde prova de conceito e validações em ambiente de laboratório, até a demonstração em ambiente operacional e operação comprovada. Na prática, o TRL funciona como critério de consistência do projeto, não sendo suficiente a mera afirmação de tratar-se de projeto inovador, devendo o interessado indicar o estágio atual, as evidências disponíveis e o salto tecnológico a ser alcançado com a execução do projeto proposto.


As propostas, que devem ser apresentadas até o dia 07.04.2026, deverão estar alinhadas a uma das 06 (seis) missões da Nova Indústria Brasil - NIB, o que significa que, embora a chamada seja “regional”, o enquadramento e a lógica de mérito dos projetos seguem a política industrial federal e suas missões, quais sejam: (i) cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais; (ii) complexo econômico-industrial da saúde; (iii) infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis; (iv) transformação digital da indústria; (v) bioeconomia, descarbonização e transição/segurança energéticas; e (vi) tecnologias para soberania e defesa nacional.


Assim, quanto mais organizada e estruturada estiver a proposta, com escopo e entregas bem definidos, orçamento consistente, já considerando a contrapartida, e documentação mínima de suporte, maiores serão as chances de êxito de sua aprovação.


Elaborado por Thiago Toscano

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